Santa Casa de Misericórdia no Rio de Janeiro e a Religiosidade

A Santa Casa de Misericórdia no Rio de Janeiro se trata de um complexo hospitalar, que pertence ao Grupo de Santa Casas de Misericórdia do Brasil, que detém mais de 100 unidades distribuídas pelo país.

A Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro foi por um tempo controlada pela maçonaria – sendo que seu penúltimo provedor maçom foi Dahas Zarur. Mas depois de algumas décadas, o hospital passou a integrar a rede de associações de saúde ligada à Igreja Católica.  No entanto, para preservar as suas origens maçônicas, o complexo hospitalar carioca ainda dispõe de um provedor da maçonaria, o maçom Francisco Horta.

Desse modo, podemos perceber uma grande religiosidade ligada à Santa Casa de Misericórdia no Rio de Janeiro – embora muitos relatos não consideram, necessariamente, a maçonaria uma ordem de cunho religioso.

 

Santa Casa de Misericórdia no Rio de Janeiro: sincretismo religioso

Além de preservar provedores da maçonaria, vale saber que a Santa Casa de Misericórdia carioca foi fundada por grupos ligados ao Padre católico José de Anchieta, através da esquadra do almirante Diogo Flores de Valdés – nos inícios dos anos de 1600, entrando em funcionando nos anos de 1800.

O hospital, que era bem menor do que hoje, fora, na ocasião inaugurado sob o nome de Comendadora da Ordem de Benemerência de Portugal.

 

Santa Casa de Misericórdia no Rio de Janeiro hoje

Apesar, de como já mencionado, a Santa Casa de Misericórdia no Rio de Janeiro preservar as suas origens pautadas também na maçonaria, ela é controlada pela Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB), com sede em Brasília. O complexo hospitalar carioca mantém uma capela, porém, a religiosidade não tem influência nos procedimentos de saúde realizados pelo hospital, nem sob os profissionais e pacientes atendidos pelos serviços da Santa Casa de Misericórdia no Rio de Janeiro.

Pessoas e profissionais de qualquer religião ou credo podem ser atendidos ou trabalharem na Santa Casa de Misericórdia no Rio de Janeiro – apesar de sua mantenedora pertencer a religião Católica Apostólica Romana.

 

Complexo hospitalar da Santa Casa de Misericórdia no Rio de Janeiro

Os atendimentos são gratuitos à população ou por meio do uso de convênios médicos, que cobrem atendimentos na Santa Casa de Misericórdia no Rio de Janeiro.

O complexo hospitalar apresenta infraestrutura para atendimentos e procedimentos dos mais simples até os mais complexos. Ainda oferece uma programação extensa de cursos de atualização e simpósios para a atualização de profissionais de saúde, dispondo também de cursos técnicos e programas de residência em saúde em variadas especialidades em saúde.

Possui mais de 500 leitos. Também dispõe de leitos para UTI.

Oferece banco de sangue, central de doação de medula óssea e outros serviços.

A Santa Casa de Misericórdia no Rio de Janeiro fica aberta 24 horas, para atendimentos em sua unidade de Pronto-Socorro.

santa casa da misericórdia no rio de janeiro

Padres Podem se Candidatar nas Eleições?

Uma pergunta que volta e meia está na boca das pessoas é se um padre pode se candidatar a algum cargo eletivo.

Não só pode como já se tem no congresso, alguns políticos padres.

As ressalvas que normalmente são feitas vêm da própria igreja e suas normas internas.

Confira no artigo abaixo algumas questões importantes sobre o tema.

 Afinal, padre pode se candidatar nas eleições para algum cargo político?

Como falamos acima, não há nenhuma norma legal que impeça os padres de serem candidatos a cargos políticos.

Nossa Constituição traz de forma expressa alguns requisitos e condições mínimas de investidura, como:

  • Nacionalidade brasileira ou ser naturalizado
  • Estar em pleno exercício dos direitos políticos
  • Estar alistado na Justiça Eleitoral
  • Ter domicílio eleitoral na circunscrição há pelo menos um ano antes do pleito
  • Ser filiado a algum partido político

Outro fator que é levado em consideração pela lei é a idade mínima, que para vereador é 18 anos.

Deputado federal, estadual, prefeito e vice-prefeito, devem contar com 21 anos até a data de posse.

Por fim, governador, vice-governador, senador e presidente que devem contar com 30 anos.

Mas e a igreja, apoia a candidatura dos padres?

Na verdade não.

E o impeditivo maior vem por parte da igreja e suas normas internas.

O Código de Direito Canônico da Igreja Católica, traz de forma expressa em seu cânon 287, § 2º que:

“Os clérigos não podem ter parte ativa nos partidos políticos e na direção de associações sindicais, a não ser que a juízo da competente autoridade eclesiástica, o exijam a defesa dos direitos da Igreja ou a promoção do bem comum.”.

Para aqueles que têm o interesse em se candidatar, devem pedir a permissão dos arcebispos locais.

Vindo também dos Bispos as medidas a serem tomadas para aqueles que infringirem as regras.

O que acontece se um padre contraria a igreja e se candidata?

O Direito Canônico não traz nenhuma punição aos padres que se candidatam.

Esta punição cabe ao Bispo local.

Foi isto o que ocorreu na Paraíba, quando o Arcebispo, Dom Aldo Pagotto, publicou norma determinando a suspensão para todos os padres envolvidos com política.

Com isso, alguns padres ficaram impedidos de celebrar missas, e praticar os atos de confissão.

Esta punição duraria, para aqueles que eleitos, pelo período em que eleitos.

Já para aqueles que estavam em campanha, pelo período de campanha.

Lembrando, que cada Arcebispo adota uma medida a ser imposta.

No ano de 2012, o Padre Carlos foi eleito prefeito de Maués, no estado do Amazonas.

Na ocasião, o Padre Carlos pediu autorização ao Arcebisbo, Dom Dom Giuliano Frigeni, Bispo de Parintins, esta que foi devidamente concedida e o padre pode desempenhar sua função pública.

Atualmente o Padre José Afonso Lobato desempenha o cargo de Deputado Estadual, cargo para o qual concorreu inicialmente no ano de 2002.

O Padre disputou pelo Partido Verde em São Paulo, após ser autorizado pelo bispo diocesano Dom Carmo João João Rhoden.

Existe uma Crise na Igreja?

    A existência de uma crise na Igreja Católica, é apenas uma invenção dos tradicionalistas? Publicamos a seguir algumas citações dos Papa pós-conciliares:

Papa Paulo VI [30/6/1968 – Osservatore Romano (OR)]: “na Igreja também está reinando uma situação de incerteza. Tem-se a sensação que, por alguma abertura, tenha entrado a fumaça de Satanás no Templo de Deus”.

Papa Paulo VI [07/12/1972 – OR]: “A Igreja está passando por uma hora inquieta de autocrítica, que melhor se chamaria de autodestruição, como um transtorno agudo e completo, que ninguém teria esperado após o concílio. A Igreja parece suicidar-se, matar-se a si mesma”.

Papa Paulo VI [30/08/1973 – OR]: “(…) a divisão e a desagregação que infelizmente entrou em não poucos setores da Igreja”.

Papa Paulo VI [23/11/1973 – OR]: “A abertura ao mundo foi uma verdadeira invasão do pensamento mundano dentro da Igreja. Talvez nos fomos por demais fracos e imprudentes”.

Papa Paulo VI [18/07/1975 – OR]: “Esperava-se que depois do concílio haveria um período resplandecente de sol para a história da Igreja. Pelo contrário, veio um sopro de nuvens, de tempestades e de trevas!”.

Papa Paulo VI [Em entrevista ao filósofo francês, seu amigo, Jean Guitton]: “Neste momento, existe um abalo gravíssimo em questão de fé. Quando o filho do homem voltar, por ventura ainda encontrará fé sobre a Terra? Está acontecendo que se publicam livros onde a fé é amesquinhada em pontos importantes. E o episcopado cala-se, e não acha nada de estranho nestes livros. Isto é estranho para mim”.

Papa Paulo VI ao mesmo amigo, Jean Guitton 08/09/1977: “Neste momento há na Igreja uma grande inquietação. O que está em questão é a fé! O que me perturba quando considero o mundo católico, é que, dentro do catolicismo, algumas vezes, parece predominar um pensamento não católico; pode acontecer que este pensamento não católico, dentro do catolicismo, amanhã seja a força maior na Igreja, mas nunca será a Igreja”.

Papa João Paulo II [07/02/1981 – OR]: “É necessário admitir com realismo e sensibilidade, dolorosa e profunda, que hoje uma grande maioria dos cristãos, sente-se desnorteada, confusa, perplexa, e desiludida. A mãos cheias estão sendo espalhadas idéias contrárias as verdades reveladas, e ensinadas desde sempre. Estão sendo espalhadas heresias verdadeiras contra o credo e a moral, provocando confusão e revoltas. Vai se solapando a liturgia, afundando num relativismo, intelectual e moral; na permissividade; caindo na tentação do ateísmo, agnosticismo, do iluminismo, de uma moral indeterminada, de um cristianismo sociológico, sem dogmas definidos e moral objetiva”.

Os ensinos pontifícios posteriores ao Vaticano II

Pediram-me para indicar qual devia ser a nossa atitude em relação à primeira Encíclica do Papa Bento XVI, intitulada Deus Caritas est. Certamente é encorajador ouvir um Papa falar sobre o amor, sobre as diferentes palavras usadas para expressá-lo na Sagrada Escritura, e sobre a sua necessidade, tão oposta à noção protestante de salvação só pela fé (i.e. confiança). Também é bom ouvir a defesa da possibilidade de um amor que não é puramente materialista e instintivo, e também da necessidade do amor a nosso próximo, e como esse amor pressupõe a justiça.

Omissões

 Entretanto, eu não poderia recomendar a leitura dessa encíclica a nenhum católico. Deixem-me explicar o que quero dizer com isso, sem entrar nos termos técnicos filosóficos desenvolvidos na encíclica. A primeira observação perturbadora é a ausência de toda e qualquer referência ao Magistério da Igreja pré-Vaticano II. Há, é claro, algumas referências aos Padres da Igreja, e também faz-se menção de exemplos dos santos que praticaram a caridade em grau heróico (§ 40), mas não há nenhuma palavra sobre os ensinamentos precisos da Igreja sobre a virtude sobrenatural da caridade, e nem mesmo uma leve menção de que ela é uma virtude teologal. (cf. § 39). A necessidade da caridade para a justificação é omitida, apesar de ter a Igreja definido isso como sendo de Fé (cf. Concílio de Trento, Sessão VI, cânones 9 & 11). Não se diz também que ela é infundida por Deus (II  Orange, cân. 25 & Trento, Sessão VI), nem que pode ser realmente aumentada, particularmente pelos méritos da mortificação e boas obras (Trento, id., capítulo 10 & cân. 24 & 32), e que de modo algum é pecado colocar nossa recompensa eterna como o objetivo de nossas obras de caridade (ib. cân. 31). Por que o Papa escreveria uma encíclica sobre a caridade que não reitera esses ensinamentos tão importantes e necessários à nossa salvação?

Fusão do amor de si mesmo & amor que se sacrifica pelo outro

Bento XVI deixa entender isso desde o início, quando descreve a finalidade da encíclica, que é mostrar “o laço intrínseco entre o Amor e a realidade do amor humano” (§ 1), isto é, entre o amor divino e o amor humano, entre o amor que é a novidade da nova lei fundada por Cristo, um amor que se sacrifica inteiramente e que corretamente chamamos de caridade (ágape em grego), e o amor instintivo, que busca a si mesmo, intoxicante, sensual, derivado da natureza decaída do  homem, característico do paganismo (eros em grego). A espiritualidade constante da Igreja, fundamentada no Evangelho (cf. Jo. 12, 25: “Aquele que ama sua vida perdê-la–á, aquele que a odeia nesse mundo, conservá-la-á para a vida eterna”) é que a sensualidade seja mortificada, assim como o amor de si mesmo em todos os aspectos, para que se cresça na caridade, no amor que se sacrifica e que é dirigido a Deus em primeiro lugar  e ao próximo em segundo. O objetivo dessa encíclica, no entanto, é promover a unificação entre os dois amores, considerados como dois aspectos do mesmo amor. “Somente quando as duas dimensões estão verdadeiramente unidas, é que o homem atinge sua estatura perfeita. Somente então o amor – eros – é capaz de amadurecer e atingir sua grandeza autêntica” (§ 5).

Esse princípio é cheio de conseqüências, tão perigosas para a alma quanto ilusórias para a inteligência É o desenvolvimento da nova teologia de João Paulo II sobre o corpo, em que a sensualidade, apesar de disciplinada e de estar acima da sexualidade grosseira do prazer fugaz, está integrada no todo da dignidade da pessoa humana, ou nossa “completa liberdade existencial” (id.) como Bento XVI coloca. Tenta-se fazer uma nova síntese, um meio termo entre o cristianismo do passado, com razão “criticado por ter se oposto ao corpo” (ib.) e a exaltação contemporânea do corpo que denigre a pessoa humana.

Mas por quê? Por que tentar uma nova compreensão do amor que pretende criar uma ponte sobre o abismo impossível de transpor entre a caridade ensinada por Cristo, infundida na alma pela graça (cf. Jo. 13, 34: “Dou-vos um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei”), e a noção pagã de amor, sensual, que busca a si próprio? Não apenas para encontrar “pontos de contato com a experiência de amor humano comum” (§ 7), mas muito mais do que isso. Para mostrar que eles são a mesma coisa, para tentar mostrar que “ amor é uma única realidade” (§ 8), que há uma “inseparável conexão” e que “quanto mais os dois (eros e ágape) encontrarem uma unidade conveniente na única realidade do amor, mais a verdadeira natureza do amor em geral é realizada” (§ 8). Ora, a Igreja sempre ensinou que uma caridade verdadeiramente ordenada, que começa com o amor de Deus tem que necessariamente incluir o amor de si mesmo, e em particular do verdadeiro bem de si mesmo, a própria salvação eterna. Mas isso significa necessariamente a mortificação do amor-próprio através da aceitação de abraçar a cruz: “Aquele que quer vir após Mim, negue-se a si mesmo e tome a sua cruz e siga-me” (Mt. 16, 24). Qualquer um que freqüenta regularmente o sacramento de penitência pode dar testemunho da realidade dessa batalha contra o amor-próprio.

Naturalismo

Mas novamente, temos de pergunta por quê. Por que tentar unir como se fossem um, dois movimentos da vontade que estão freqüentemente em oposição, de um lado a natureza decaída que busca sua vantagem própria e de outro lado a graça, que busca a santa vontade de Deus? Por que tentar estabelecer que o amor com que o homem é criado “que em primeira instância é manifestado acima de tudo como eros entre o homem e a  mulher, tem de ser transformado interiormente, mais tarde, em ágape, em dádiva de si ao outropara responder precisamente à natureza autêntica do eros , como Bento XVI afirmou ser o objetivo da encíclica? Por que ir tão longe e identificar o amor da infinita Bondade, dando-Se por pura generosidade a suas criaturas, sem nenhuma possibilidade de buscar vantagem para Si próprio, com o amor que busca a si mesmo, eros? Mas é isso exatamente que Bento XVI faz: “Deus ama, e Seu amor pode certamente ser chamado de eros, e ele é também totalmente ágape” (§ 9). Por que tentar juntar em só um desses dois tipos de amor totalmente diferentes um do outro?

Só pode haver uma explicação para esse esforço: para radicalmente obscurecer a distinção que existe entre a ordem natural (o amor humano) e a ordem sobrenatural (caridade infusa). Este é o verdadeiro objetivo dessa encíclica e é assim que ela serve para obnubilar a distinção entre a Igreja Católica e qualquer outra religião, e promover um humanitarismo mais elevado, não simplesmente “um tipo de atividade para o bem-estar” (§ 25), como no caso de empreendimentos puramente seculares.

A negação prática do pecado original acompanha necessariamente essa recusa de fazer distinção entre o amor de si mesmo e o amor cristão que se sacrifica, consumado na cruz. A encíclica não apensas deixa de mencionar completamente o pecado original, e especialmente as feridas de fraqueza, concupiscência, ignorância e malícia, que são um obstáculo contínuo em nosso caminho, tornando tão difícil a prática da caridade verdadeira, sobrenatural. Além disso, a encíclica tem a ousadia de comparar todo o relato da criação no Gênesis a um mito grego, apesar de fazer essa distinção: “a narrativa bíblica não fala de castigo” (§ 11). E a expulsão do paraíso, e a perda dos dons preternaturais de imortalidade e integridade? Não foram um castigo de Deus? Eis exatamente o que Bento XVI tem a dizer sobre a criação de Eva da costela de Adão:

“Aqui podem-se detectar indícios de idéias que também são encontradas, por exemplo, no mito mencionado por Platão, segundo o qual o homem era originalmente  esférico, porque era completo em si mesmo e auto-suficiente. Mas por um castigo ao orgulho, ele foi dividido em dois por Zeus, e assim ele tem necessidade de sua outra metade, lutando com todo seu ser para possuí-la e desse modo, recobrar sua integridade. Apesar de não falar em castigo, a narrativa bíblica apresenta a idéia de que o homem é de certa maneira incompleto, e é levado pela natureza a buscar num outro o que poderá completá-lo: a idéia de que somente em comunhão com o sexo oposto ele poderá tornar-se ‘completo’” (§ 11).

Um novo humanismo

Como pode uma tal explicação do amor conjugal não ser vista como uma negação da divina inspiração da Sagrada Escritura? Para essa encíclica, o amor conjugal católico não é mais o amor sagrado, sobrenatural, a participação no mistério da cruz que é descrito por São Paulo na carta aos Efésios (5, 22-27 & 32), a graça sacramental de um dos sete sacramentos. Não, é uma fenômeno puramente natural, comum a toda humanidade. É o desenvolvimento do amor de si mesmo, possibilitando ao homem descobrir sua própria humanidade:

“Primeiro, eros está de certo modo enraizado na natureza do homem; Adão é um desbravador que “abandona sua mãe e seu pai” para encontrar uma mulher;  somente juntos os dois representam a humanidade completa e se tornam “uma carne”. O segundo aspecto é igualmente importante. Do ponto de vista da criação, eros leva o homem em direção ao casamento, a um laço que é único e definitivo; assim, e somente assim, a criação atinge seu objetivo mais profundo… O casamento baseado no amor exclusivo e definitivo torna-se o ícone do relacionamento entre Deus e seu povo e vive-versa” (§ 11).

O casamento assim considerado é um voto pessoal, ditado pelo impulso natural de buscar o próprio bem, mas compreende-se que só se pode atingir esse bem verdadeiramente se o casamento for indissolúvel e exclusivo, isto é, uma relação monogâmica para a vida toda. Essa consideração é verdade na ordem natural, mas falta-lhe profundidade em termos sobrenaturais. Onde estão o amor que se sacrifica e a verdadeira caridade da cruz que caracterizam cada um dos casamentos realmente católicos? E onde fica o estado de virgindade consagrada? De acordo com essa filosofia, uma pessoa que nega a inclinação natural para o casamento para amar de um modo puramente sobrenatural poderá ser considerada tão completa quanto a que se casa? Certamente uma concepção tão naturalista do amor destrói o grande sinal da santidade da Igreja que é o voto de castidade perpétua proferido por todos os padres e religiosos, cumprindo a palavra de Nosso Senhor: “Há eunucos que se fizeram a si mesmos eunucos pelo reino dos céus. Quem pode compreender, compreenda” (Mt. 19, 12).

Essa encíclica é uma promoção de um novo humanismo, numa tentativa de fusão entre o amor de si mesmo e o amor de Deus, entre a natureza e a graça, entre a criação e a revelação, e o Papa Bento XVI não faz a menor distinção entre esses termos. Ele proclama que a Antiga Lei era “o caminho que leva ao verdadeiro humanismo” (§ 9). Ele explica isso abertamente na segunda parte da encíclica, de modo algum separada da primeira, em que descreve “as atividades da Igreja a serviço do homem” (§ 30). Aqui ele afirma que a Igreja deve estar sempre disposta a cooperar com outras iniciativas não-católicas de caridade “pois todos nós temos a mesma motivação fundamental e visamos ao mesmo objetivo: um humanismo verdadeiro, que reconhece que o homem é feito à imagem de Deus e quer ajudá-lo a viver em conformidade com essa dignidade” (id.).

Notem a ausência da ordem sobrenatural, e portanto, de qualquer característica verdadeiramente católica dessa atividade. Ela significa que  a “caridade” católica só pode ser dirigida para ajudar as pessoas a se tornarem indivíduos melhores, e expressarem sua dignidade através de sua liberdade de expressão, e também experimentando os confortos e facilidades dessa vida terrena. Não se leva em conta a salvação eterna, nem é esse o propósito de tais atividades caritativas. A conseqüência é radical. É imoral praticar atos de caridade com o objetivo de encorajar alguém a se converter à Fé católica, como os missionários sempre fizeram na história da Igreja, acreditem ou não! É isso que o Papa diz: “A caridade, além disso, não pode ser usada como meio de engajar no que hoje em dia é considerado proselitismo. O amor é livre; não é praticado como modo de alcançar outros fins” (§ 31).

A outra conseqüência desse humanismo é que seria imoral fazer atos de caridade que promovessem os princípios católicos na ordem civil, ou de algum modo mantivessem a unidade da Igreja e do Estado que os Papas constantemente ensinaram até o Vaticano II. Ao contrário, o parágrafo 28 mostra que a Igreja tem quem aceitar “a autonomia da esfera temporal” (= pura secularização) e o Estado “tem que garantir a liberdade religiosa e a harmonia entre os seguidores das diferentes religiões” e simplesmente reconhecer a Igreja como uma comunidade de fé (= liberdade religiosa) e de modo algum como a única verdadeira Igreja, estabelecida pelo próprio Cristo (= liberalismo).

 É difícil ver como essas teorias do amor não levem a uma forma de “imanência vital” condenada por São Pio X sob o nome de modernismo:

“A questão não é mais aquela do velho erro que pretendia exigir para a natureza humana uma espécie de direito ao sobrenatural. Ela vai mais além, e chegou a ponto de afirmar que nossa sagrada religião, no Cristo-homem e em nós, emana da natureza espontaneamente e por si mesma. Com certeza nada poderia ser mais destrutivo para toda a ordem sobrenatural” (Pascendi, § 10).

O Papa Pio XII expressou a mesma preocupação em sua encíclica de 1950 sobre “Opiniões falsas que ameaçam minar os fundamentos da doutrina católica”.

“Outros destroem a gratuidade da ordem sobrenatural, desde que Deus, dizem, não pode criar seres intelectuais sem ordená-los e chamá-los à visão beatífica. Isso não é tudo. Desprezando o Concílio de Trento, alguns pervertem o próprio conceito de pecado original, o conceito de pecado em geral como ofensa a Deus… Alguns reduzem a uma fórmula sem sentido a necessidade de pertencer à verdadeira Igreja” (§ 26 & 27).

Preferimos aprender nossas lições de caridade com a grande encíclica do Papa Pio XI, impelido pela caridade de Cristo (Caritate Christi compulsi), publicada na época da Grande Depressão, em 1932. Ao mesmo tempo em que deplorava as injustiças da época, ele imediatamente acertou no alvo, o egoísmo sórdido, o amor de si mesmo desordenado, cujo exemplo mais marcante era o amor do dinheiro, raiz de todos os males (I Tim. 6, 10), que continua presente até agora. A resposta sobrenatural, os atos de caridade praticados por uma criatura que compreende sua dependência absoluta, são a oração e a penitência. Oração, em primeiro lugar, porque é ela quem remove os obstáculos à prática da caridade, isto é, a consideração de si próprio como centro de tudo, a auto-suficiência, e o desejo dos bens terrenos e de sucesso. Só passando por cima disso é possível chegar à paz, fruto da caridade. Mas à oração tem de se acrescentar a penitência, como Nosso Divino Salvador pregou desde o início: “Também é o ensinamento de toda a Tradição cristã, de toda a história da Igreja”.

Pio XI insistiu que a caridade requer de nós penitência e a expiação do pecado, incitando os fiéis a renovar o ato de reparação amorosa pelos pecados pedida pelo Sagrado Coração. Deplorando o fato de que o desejo de fazer reparação pelos pecados já naquele tempo não inspirava mais esforços de generosidade como antes, devido à orgulhosa independência do homem moderno, ele continua: “A defesa de Deus e da religião, pelo que estamos lutando, fazem disso um dever. A penitência, na verdade, é por sua própria natureza, um reconhecimento e uma restauração da ordem moral no mundo, dessa ordem moral que é fundada na lei eterna, ou seja, no Deus vivo”.

Que seja esse o foco de nossa verdadeira caridade sobrenatural durante a Quaresma.: antes de tudo pelas orações pessoais, terços e sacrifícios pelos quais mortificamos nosso amor próprio, mas também oferecendo tudo isso, e também nosso tempo, nossos bens, dinheiro, posses e doações pelo bem de outras almas, membros ou membros potenciais do Corpo Místico de Cristo. Assim nossos esforços nos elevarão à divinamente sublime generosidade da cruz, lembrando que o único amor capaz de salvar o mundo é o de um Deus sofredor, e que é nessa caridade que nós cremos (I Jo. 4, 16).

Unidos no Sagrado e Coração de Nosso Senhor Crucificado,

A Fraternidade Sacerdotal São Pio X

A FSSPX


A FSSPX é uma Sociedade Sacerdotal de Vida em Comum sem Votos. Por conseguinte, a exemplo de Jesus Sacerdote, os membros da Fraternidade vivem totalmente dedicados ao Santo Sacrifício da Missa que prolonga a Santa Paixão de Nosso Senhor.


Finalidade da FSSPX


A finalidade da FSSPX é o sacerdócio e tudo que se relaciona a ele, e só o que lhe concerne, tal como quis Nosso Senhor Jesus Cristo quando disse “fazei isso em memória de Mim”.


Autoridades da FSSPX


A FSSPX reconhece como legítimo Sumo Pontífice o Papa Bento XVI, e como legítimos pastores os bispos por ele nomeados. A FSSPX, como qualquer Congregação da Igreja Católica, conta com um Superior Geral, Superiores Provinciais e de Seminários, assim como Superiores locais.


Os Membros da FSSPX


A FSSPX acolhe no seu seio Sacerdotes, Irmãos, Oblatas e Terciários. A Congregação das Irmãs da Fraternidade São Pio X acolhe as moças que desejam participar da sua espiritualidade centrada no Santo Sacrifício da Missa.


Fundação da FSSPX


A FSSPX, fundada por Sua Exc. Dom Marcel Lefebvre, foi aprovada pela Igreja, por decreto do Bispo de Lausana-Friburgo (Suíça), Dom Charriere, em 1o de Novembro de 1970. A FSSPX recebeu a Carta Laudatória do Prefeito da Sagrada Congregação para o Clero, Cardeal Wright, em 18 de fevereiro de 1971.


Nossa posição na crise da Igreja


A FSSPX adere “de todo o coração, de toda a alma, à Roma católica, guardiã da Fé católica e das tradições necessárias à manutenção desta Fé, à Roma eterna, mestra da sabedoria e da verdade”. Mas recusa, “ao contrario, e sempre [se recusará] a seguir a Roma de tendência neo-modernista e neo-protestante que se manifestou claramente durante o Concilio Vaticano II e, após o concilio, em todas as reformas que dele se originaram”. Dom Marcel Lefebvre: Declaração do 21 de Novembro 1974.

A FSSPX em Números


A FSSPX conta atualmente com 463 sacerdotes, 85 Irmãos, 157 Irmãs, 75 Oblatas, 160 Seminaristas. Está presente em 30 paises, e visita regularmente outros 31. Tem 13 Distritos e 6 Casas Autônomas, 6 Seminários, 159 priorados, 725 igrejas, 83 escolas (desde o Ensino Básico até o Segundo Grau) e 2 universidades, 10 casas de exercícios espirituais.

Várias crenças usam a cruz como símbolo, independente da religião.

Veja algumas religiões que usam a cruz

A cruz é um símbolo que identifica religiosidade indiferente da sua crença.  É importante termos conhecimento e acesso a um símbolo que nos representa quando queremos rezar ou meditar, ou seja nos aproximar de uma entidade superior.  Abaixo segue 7 explicações de diferentes símbolos da cruz e sua origem.

1) A cruz cristã

Este é o símbolo mais famoso da igreja católica, o cristianismo, usado como um lembrete do sacrifício trazido por Jesus Cristo para a humanidade. Ele também representa a vitória do Filho de Deus sobre a morte e a imagem do próprio Cristo crucificado (neste caso, é chamado de crucificação) pode ser apresentada. Os religiosos utilizam o sinal da cruz para demonstrar sua fé.

2) Pé de galinha

A cruz, comumente chamada de pé de galinha, é a conexão entre o mundo da morte e a ressurreição. Acredita-se que, se esta marca é visível ao lado da cama de alguém que acabou de falecer, a alma da pessoa adquiriu asas. Já durante a Campanha pelo Desarmamento Nuclear, nos anos 60, foi criado um símbolo de paz e amor, formado por um macaco preto invertido dentro do círculo. Este símbolo já estava confuso com a cruz de Nero ou a cruz de São Pedro (uma cruz invertida), também associada ao satanismo. Mas é tudo um mal-entendido, porque, de acordo com o criador dos ícones do mundo, Gerald Holtom, o formato refere-se a uma pessoa em desespero, com os braços em súplica, e não Satanás.

3) Tau

Essa cruz é um sinal de três grandes divindades: o deus do sol, a mitologia suméria, o deus romano Mitra e o deus grego Atis. De acordo com as lendas, todos eles morreram e ressuscitaram, que se refere ao Sol, que se põe todas as noites e nasce de novo no dia seguinte. É amplamente conhecida como a Cruz dos Ladrões, porque seria usada na crucificação de criminosos junto com Jesus Cristo. Foi também usado por São Francisco de Assis – hoje é reconhecido como um sinal da Ordem Franciscana.

4) Cruz ansata

Este símbolo aparece em muitas obras de arte e artigos funerários do antigo Egito. Para os egípcios, o ankh, como era chamado, seria a chave para os portões da morte na vida após a morte. Ankh é um hieróglifo, que significa “vida”. Sua forma é uma tau-cruz com um círculo no topo que pode representar genitais masculinos e femininos, uma conexão entre o céu e a terra e o nascer do sol no horizonte. A conexão com o Sol faz este símbolo geralmente pintado de ouro. Para os cristãos coptas, os descendentes dos egípcios que adotaram o cristianismo no primeiro século, Ankh simboliza a vida após a morte.

5) Algiz Ortodoxo

Com linhas superiores e inclinação para baixo, esta cruz é mais usada pela Igreja Ortodoxa. Visualmente é baseado na cruz cristã. Na barra adicional superior estará a inscrição I.N.R.I, que significa Jesus de Nazaré, o Rei dos Judeus. A faixa inclinada inferior simboliza duas direções: “Céu e Inferno”, bem como o destino dos ladrões crucificados ao lado de Jesus. Aquele que, por direito, se arrependeu, foi para o céu. O outro não é …

6) Papal

Esta cruz usada na heráldica eclesiástica é um símbolo do Papa. Três barras consecutivas são geralmente associadas à Santíssima Trindade, consistindo do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Mas como não há simbolismo específico, também se assume que eles podem representar uma escada, simbolizando os passos que precisam ser superados no paraíso.

7) Cruz templária

É também conhecida como São João da Cruz, a Cruz de Malta, a Cruz de Pátea, entre outras denominações. Isto dá uma idéia da popularidade deste caráter: eles consistem de oito terminais, a horizontal, é o símbolo do infinito, e o ciclo de vida (morte e renascimento). Essa é uma das razões pelas quais também é chamada de Cruz da Regeneração. A cruz dos Cavaleiros Templários é um sinal dos Cavaleiros de São João, membros da Ordem dos Cavaleiros Templários, uma organização que surgiu durante as Cruzadas, para proteger os cristãos que eram peregrinos a Jerusalém. Hoje no Brasil, essa cruz é um dos símbolos da equipe de Vasco da Gama no Rio.

 

Agora que já conhece o significado de cada tipo de cruz, que tal comprar sua cruz com o cupom de descontos além de praticar sua religiosidade você também irá decorar sua casa de forma simples e muito autêntica.

Como sobreviver na era do imediatismo

Vivemos a era do imediatismo, pedimos comida, remédios e carro por um click.

Resolvemos assuntos importantes por mensagens. Tudo que não sabemos é só buscar no Google e pronto.

Esse mundo digital nos proporciona muitos benefícios e facilidades.

Hoje não precisamos ir até um banco para tirar extrato ou pagar contas. Conseguimos resolver tudo rapidamente.

Porém, estamos a todo momento fazendo algo. E a sensação que dá é que estamos correndo, correndo, correndo e não chegamos a lugar algum.

A cobrança do TER é maior do que do SER.

  • A cobrança de “ter” uma carreira de sucesso;
  • A cobrança de “ter” uma casa própria;
  • A cobrança de “ter” um casamento feliz;
  • A cobrança de “ter” filhos.

Perseguem e geram um desconforto como se a todo momento precisávamos provar algo para alguém. E fazer da nossa vida uma corrida cheia de muitas conquistas.

E nos tornamos uma sociedade de pessoas extremamente cansadas, pois estamos andando a 200km sem parar.

E quando vou a palavra de Deus vejo o versículo.

Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus(Salmos 46:10)

Aquietar ?
Não posso, tenho muita coisa para resolver.

E vem no meu coração “sabei que eu sou Deus”

E vejo o quanto que eu estou tão acelerada que muitas vezes esqueço que Ele é Deus, e quando vamos a palavra encontramos resposta para tanta correria:

Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais valor do que elas? Mateus 6:26

Por algum momento percebi que estava me tornando um pequeno “deus” na minha vida.
Querendo assumir o controle de tudo. Pois hoje em dia tempo é dinheiro, não é mesmo?.

Porém todas as promessas de Deus passaram pelo deserto do tempo.

Lembram de Sarah mulher de Abraão? Deus prometeu que ele seria pai de muitas nações, mas Sara era estéril e gerou um filho Isaque?

Lembram do povo do Egito no deserto antes de chegar à Canaã?

Lembram de José que foi vendido como escravo por seus irmãos e se tornou Imperador ?

Lembram de Ana estéril que gerou Samuel?

Toda promessa passa pelo deserto do tempo.

E esse tempo precisamos nos “aquietar”.
Ouvir a voz de Deus.
Procurar sua presença.
Ser amigo de Deus.

Não esquecer que ele é Deus.

Somos seus filhos.
Amados.
Conquistados por um alto preço na cruz.
Ele é Deus.

E sim precisamos nos esforçar mas não podemos esquecer que o controle da vida não está em nossas mãos.

Não podemos esquecer que todas as promessas vão se cumprir pois ele é Deus.

E ele continuará a nos guardar.

Por isso Aquietai-vos.
Desacelere.

Entenda que ele te chama de filho.

Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?
Marcos 8:36

Que possamos ter sabedoria e discernimento para entender que correria nenhuma pode nos afastar da comunhão com nosso Deus.

Por Aline Lima – www.agoranoivei.com.br

O Chimarrão era proibido pela igreja?

Mas Porquê o Chimarrão era proibido pela igreja católica??

Uma, das maiores duvidas sobre o chimarrão, é se ele é ou não proibido pela igreja. Para a Igreja Adventista, tomar chá ou café é pecado, portanto o chimarrão é proibido. A explicação se deve aos componentes orgânicos do chimarrão. Assim como todos os chás, ele penetra na circulação do corpo, com isso, aos poucos descontrola a potência mental e física. Entre os efeitos do chimarrão ele estimula, atiça e dá energia. Esses estímulos entram na área cerebral e resultam em ações involuntárias, que naturalmente a pessoa não faria.

Ele dá uma falsa impressão de vigor e disposição.

O chá e o chimarrão ainda tem o poder de diminuir a energia dos membros corporais, se tornando bem mais fracos. De açodo a religião, após passar o seu efeito, o resultado é desanimo, falta de energia e diversas reações contrárias às percebidas anteriormente. Além disso, pode dar insônia devido a cafeína presente na erva, dores de cabeça, coração acelerado, problemas de digestão, nervos palpitando e tremendo, entre outros. A erva-mate utilizada para fazer o chimarrão contém café, que é um estimulante potente. Mas neste caso, a crença afirma que os problemas são os causados após o efeito.

Apesar de estimular o cérebro e o intelecto, os efeitos posteriores são totalmente o inverso. Quem toma se sente cansado, prostrado e com uma exaustão fora do normal, tanto fisicamente quanto mentalmente. Desta forma muitas pessoas estimuladas pelo seu primeiro efeito, que é uma enorme energia em todo organismo, oscila os nervos presentes no estomago e no cérebro. Qualquer fadiga é esquecida sob o efeito da cafeína, dando a impressão de força e aumento da imaginação.

Falsos Estímulos

Graças aos seus falsos estímulos quando está fazendo efeito, a vontade de se satisfazer com alimentos que contenham cafeína se tornam mais graduais, satisfazendo cada vez mais o apetite e o vigor proporcionado por ele. Muitas pessoas assemelham a cafeína, chimarrão e outros chás a drogas, devido aos falsos estímulos e ao pequeno “vicio” que ele pode causar. Para a Igreja, todos devem conservar a saúde e os estímulos naturais do organismo, por tanto, qualquer substancia que forneça ações que não são naturais (antinaturais) não são permitidas, ações naturais não devem ser forçadas.

A crença diz que a natureza tem o controle das coisas e fará tudo da forma correta, ou seja, seu trabalho e suas ações serão controlados por ela, que fará o melhor e o mais eficiente para você. Tudo aquilo que for introduzido para retirar o poder e tomar o lugar natural deve ser retirado e evitado. Esse assunto gera bastante discórdia entre as pessoas, pois a igreja afirma que tanto o chimarrão quanto as bebidas consideradas estimulantes geram doenças e dependência, causando a ilusão de não poder viver sem o tal estimulo, e com o tempo gerando doenças mais perigosas devido aos efeitos após efeito.

Outras pessoas já acreditam que tudo vai de quantidade, se tomado com moderação, o chimarrão só traz bem a saúde. Estudos já comprovaram que o chimarrão e a erva mate que é utilizada, trazem sim bem a saúde, mas também fazem mal. Tudo se diz a crença e a fé de cada um, essa questão divide muito as pessoas, inclusive dentro da própria igreja, pesquisas apontaram que ainda existem 14% dos membros que não adotaram essa “regra”. Mas e você, o que acha? A igreja está correta em seus pensamentos ou é algo consideravelmente “exagerado” como alguns acreditam.