Como Funciona a Aposentadoria dos Padres

Muitas pessoas têm questionamentos sobre a vida dos padres, e uma delas é como funciona a aposentadoria dos padres.

Ganham salário?

Ser padre é um emprego?

Assina carteira de trabalho?

Confira neste artigo a resposta para todas estas perguntas.

 Afinal, como é que funciona a aposentadoria dos padres?

A aposentadoria dos padres funciona como a de qualquer pessoa.

E o detalhe, é que eles são responsáveis pelas próprias contribuições individuais.

Sim, é isso mesmo.

Ser Padre se equipara a um autônomo.

Com isso, não é a igreja, ou outro órgão que desconta do contracheque.

Mesmo por que, ser padre não é emprego.

Como funciona a contribuição individual dos Padres?

Se o Padre quiser se aposentar por idade, ou invalidez deverá contribuir para o INSS.

Como ele não presta um serviço que caracterize emprego.

E como a Igreja não é uma empresa, que normalmente desconta o INSS do salário do seu empregado.

Aqui não, é o próprio Padre que deverá contribuir de forma individual.

Assim, ele deverá todo mês acessar o site do INSS e gerar uma guia para ser paga no banco.

Os requisitos para aposentadoria por idade são:

Idade mínima Trabalhador urbano:;

  • 180 meses de contribuição
  • Ter a idade mínima, no caso 65 anos para homem, e 60 anos para mulher

Assim, o Padre deverá contribuir por estes 180 meses.

Padre recebe salário?

Já ouviu falar em côngrua?

Então…

Como falamos acima, Padre não é emprego, e Igreja não é empresa.

Aqui, portanto, não falamos de salário.

O termo correto é aquele que mencionamos ali em cima.

Côngrua.

Os padres recebem a côngrua, o que é uma espécie de remuneração para cobrir despesas básicas com alimentação, lazer e compras.

Já moradia, convênio médico e outros, são auxílios da própria paróquia.

Os valores normalmente são arrecadados com os batismos, crismas e casamentos realizados na igreja.

Já os padres, podem ganhar remunerações variadas, entre R$ 1.350,00 a R$ 3.780,00.

O que vai determinar o valor vai ser a diocese ao qual está vinculado, e os anos de trabalho junto à igreja.

O Código de Direito Canônico traz em seu cânone 281, §1º:

Os clérigos, quando se dedicam ao ministério eclesiástico, merecem remuneração condizente com sua condição, levando-se em conta, seja a natureza do próprio ofício, sejam as condições de lugar e tempo, de modo que com ela possam prover às necessidades de sua vida e também à justa retribuição daqueles de cujo serviço necessitam.

Considerações finais

Assim, os Padres tiram do próprio bolso sua aposentadoria compulsória, uma vez que são contribuintes individuais.

E também não recebem um salário.

Recebem, na verdade, a côngrua, remuneração para as despesas básicas.

Aqui não tem que se falar em Férias, Décimo Terceiro Salário e FGTS.

Contudo, não podemos deixar de mencionar um caso em que um padre entrou com um processo, e ganhou.

Ele conseguiu demonstrar o vínculo de emprego com a Igreja.

Mas neste caso específico, o padre tinha que cumprir metas, ir para a rua, e outra série de determinações.

Mas isso é uma exceção à regra.

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Se você tem dúvidas sobre a possibilidade de um padre se candidatar a algum cargo eletivo, confira o artigo exclusivo que escrevemos sobre o tema.

 

 

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