Santa Casa de Misericórdia no Rio de Janeiro e a Religiosidade

A Santa Casa de Misericórdia no Rio de Janeiro se trata de um complexo hospitalar, que pertence ao Grupo de Santa Casas de Misericórdia do Brasil, que detém mais de 100 unidades distribuídas pelo país.

A Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro foi por um tempo controlada pela maçonaria – sendo que seu penúltimo provedor maçom foi Dahas Zarur. Mas depois de algumas décadas, o hospital passou a integrar a rede de associações de saúde ligada à Igreja Católica.  No entanto, para preservar as suas origens maçônicas, o complexo hospitalar carioca ainda dispõe de um provedor da maçonaria, o maçom Francisco Horta.

Desse modo, podemos perceber uma grande religiosidade ligada à Santa Casa de Misericórdia no Rio de Janeiro – embora muitos relatos não consideram, necessariamente, a maçonaria uma ordem de cunho religioso.

 

Santa Casa de Misericórdia no Rio de Janeiro: sincretismo religioso

Além de preservar provedores da maçonaria, vale saber que a Santa Casa de Misericórdia carioca foi fundada por grupos ligados ao Padre católico José de Anchieta, através da esquadra do almirante Diogo Flores de Valdés – nos inícios dos anos de 1600, entrando em funcionando nos anos de 1800.

O hospital, que era bem menor do que hoje, fora, na ocasião inaugurado sob o nome de Comendadora da Ordem de Benemerência de Portugal.

 

Santa Casa de Misericórdia no Rio de Janeiro hoje

Apesar, de como já mencionado, a Santa Casa de Misericórdia no Rio de Janeiro preservar as suas origens pautadas também na maçonaria, ela é controlada pela Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB), com sede em Brasília. O complexo hospitalar carioca mantém uma capela, porém, a religiosidade não tem influência nos procedimentos de saúde realizados pelo hospital, nem sob os profissionais e pacientes atendidos pelos serviços da Santa Casa de Misericórdia no Rio de Janeiro.

Pessoas e profissionais de qualquer religião ou credo podem ser atendidos ou trabalharem na Santa Casa de Misericórdia no Rio de Janeiro – apesar de sua mantenedora pertencer a religião Católica Apostólica Romana.

 

Complexo hospitalar da Santa Casa de Misericórdia no Rio de Janeiro

Os atendimentos são gratuitos à população ou por meio do uso de convênios médicos, que cobrem atendimentos na Santa Casa de Misericórdia no Rio de Janeiro.

O complexo hospitalar apresenta infraestrutura para atendimentos e procedimentos dos mais simples até os mais complexos. Ainda oferece uma programação extensa de cursos de atualização e simpósios para a atualização de profissionais de saúde, dispondo também de cursos técnicos e programas de residência em saúde em variadas especialidades em saúde.

Possui mais de 500 leitos. Também dispõe de leitos para UTI.

Oferece banco de sangue, central de doação de medula óssea e outros serviços.

A Santa Casa de Misericórdia no Rio de Janeiro fica aberta 24 horas, para atendimentos em sua unidade de Pronto-Socorro.

santa casa da misericórdia no rio de janeiro

Padres Podem se Candidatar nas Eleições?

Uma pergunta que volta e meia está na boca das pessoas é se um padre pode se candidatar a algum cargo eletivo.

Não só pode como já se tem no congresso, alguns políticos padres.

As ressalvas que normalmente são feitas vêm da própria igreja e suas normas internas.

Confira no artigo abaixo algumas questões importantes sobre o tema.

 Afinal, padre pode se candidatar nas eleições para algum cargo político?

Como falamos acima, não há nenhuma norma legal que impeça os padres de serem candidatos a cargos políticos.

Nossa Constituição traz de forma expressa alguns requisitos e condições mínimas de investidura, como:

  • Nacionalidade brasileira ou ser naturalizado
  • Estar em pleno exercício dos direitos políticos
  • Estar alistado na Justiça Eleitoral
  • Ter domicílio eleitoral na circunscrição há pelo menos um ano antes do pleito
  • Ser filiado a algum partido político

Outro fator que é levado em consideração pela lei é a idade mínima, que para vereador é 18 anos.

Deputado federal, estadual, prefeito e vice-prefeito, devem contar com 21 anos até a data de posse.

Por fim, governador, vice-governador, senador e presidente que devem contar com 30 anos.

Mas e a igreja, apoia a candidatura dos padres?

Na verdade não.

E o impeditivo maior vem por parte da igreja e suas normas internas.

O Código de Direito Canônico da Igreja Católica, traz de forma expressa em seu cânon 287, § 2º que:

“Os clérigos não podem ter parte ativa nos partidos políticos e na direção de associações sindicais, a não ser que a juízo da competente autoridade eclesiástica, o exijam a defesa dos direitos da Igreja ou a promoção do bem comum.”.

Para aqueles que têm o interesse em se candidatar, devem pedir a permissão dos arcebispos locais.

Vindo também dos Bispos as medidas a serem tomadas para aqueles que infringirem as regras.

O que acontece se um padre contraria a igreja e se candidata?

O Direito Canônico não traz nenhuma punição aos padres que se candidatam.

Esta punição cabe ao Bispo local.

Foi isto o que ocorreu na Paraíba, quando o Arcebispo, Dom Aldo Pagotto, publicou norma determinando a suspensão para todos os padres envolvidos com política.

Com isso, alguns padres ficaram impedidos de celebrar missas, e praticar os atos de confissão.

Esta punição duraria, para aqueles que eleitos, pelo período em que eleitos.

Já para aqueles que estavam em campanha, pelo período de campanha.

Lembrando, que cada Arcebispo adota uma medida a ser imposta.

No ano de 2012, o Padre Carlos foi eleito prefeito de Maués, no estado do Amazonas.

Na ocasião, o Padre Carlos pediu autorização ao Arcebisbo, Dom Dom Giuliano Frigeni, Bispo de Parintins, esta que foi devidamente concedida e o padre pode desempenhar sua função pública.

Atualmente o Padre José Afonso Lobato desempenha o cargo de Deputado Estadual, cargo para o qual concorreu inicialmente no ano de 2002.

O Padre disputou pelo Partido Verde em São Paulo, após ser autorizado pelo bispo diocesano Dom Carmo João João Rhoden.